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Olá, brothers, tudo de boa? Então, vamos a mais uma matéria sobre Pro Evolution Soccer!

Hoje, queridos lambisgóios, iremos debater algo simples, mas de suma importância para o futuro do Winning Eleven: a Konami formula o produto PES para atender e fidelizar o seu público alvo? O PES atende aos anseios do perfil de fã que possui?

 

Pesquisa Game Brasil 2018

Agora em maio, foi divulgada a Pesquisa Game Brasil, que traça o perfil do cenário gamer no nosso país. A pesquisa (realizada pelo Sioux Group, Blend New Research, ESPM através do Gamelab e Go Gamers) teve a participação de 2.853 pessoas entrevistadas em 26 estados e no Distrito Federal, entre os meses de fevereiro e março, e trouxe dados importantes sobre essa galera que curte videogame.

Vamos usar essa pesquisa para ver quem é o gamer brasileiro, e utilizá-lo como base para vermos se o PES está adequado ao seu público alvo.

Quantos brasileiros jogam videogame?

Para começar, vamos ver o quão viciado é o brasileiro em videogames. A pesquisa revelou que 75,5% dos brasileiros jogam jogos eletrônicos, independente da plataforma. “Mais uma vez chamamos atenção para as mulheres como praticantes de jogos. Elas são a maioria entre os jogadores (58,9%), isso acontece pelo terceiro ano consecutivo. As mulheres representam a maioria da população brasileira, e isso também se reflete ao falarmos de jogos”, afirma Lucas Pestalozzi, presidente da Blend New Research.

Qual a faixa etária do gamer brasileiro?

Agora, vamos ver qual a faixa etária dessa galera. Dentre os jogadores, a maioria tem entre 25 e 34 anos de idade (35,2%), seguido por quem tem entre 35 e 54 anos (32,7%). Ao olharmos as idades entre 25 e 54 anos, temos 67,9% do público que afirma jogar. Assim, brothers, aqui no Brasil, videogame está longe de ser coisa de criança, algo que todos nós aqui sabemos, né?

Qual a plataforma mais utilizada?

Vamos ver aonde essa galera costuma jogar. Seguindo a tendência de anos anteriores, o smartphone continua o mais popular (84,3%), seguido de consoles (46,0%) e computadores (44,6%). Assim, os celulares e consoles são as plataformas mais usadas aqui no Brasil. Esse favoritismo pelo smartphone se explica de maneira bem simples: a maioria das pessoas jogam enquanto “esperam” por alguma coisa, como trânsito e etc.

Quais os videogames mais presentes nas casas dos brasileiros?

Agora, vamos ver quais os consoles que a galera mais curte aqui no Brasil? Vamos á lista:

  • Xbox 360 – 32%
  • Playstation 3 – 25,6%
  • Playstation 2 – 23,4%
  • Playstation 4 – 22,2%
  • Xbox One – 14,6%
  • Xbox One X – 4,8%
  • Playstation 4 Pro – 4,3%

Como podemos ver acima, a antiga geração ainda tem uma presença forte aqui no Brasil mas, comparados aos anos anteriores, os consoles da atual geração vem diminuindo essa diferença.

eSports no Brasil

Aqui no Brasil, 54% das pessoas sabem o significa o termo eSports, um número impressionante, certo? É possível consumir eSports de duas maneiras essenciais: jogando ou assistindo às partidas. Dentre os jogadores que já ouviram falar sobre eSports, 47,2% jogam e 39,8% não jogam esse tipo de jogo, dos quais, 13% afirmaram que gostariam de começar.

Em termos de popularidade, segue o ranking:

  • Fifa – 85,3%
  • Street Fighter – 49,1%
  • Pro Evolution Soccer – 48,2%
  • Poker Stars – 47,2%

Assim, queridos amigos, podemos ver que o trabalho da Konami em torno da PES League vem dando certo…

 

E o que o Pro Evolution Soccer tem a ver com isso?

Meninos, PES tem tudo a ver com isso que foi mostrado na pesquisa. Vamos tomar como base esse gamer brasileiro, sabendo que existem variações de países para países, mas o ser humano segue alguns padrões em qualquer lugar do mundo. Vamos começar!

myClub inadequado pro público alvo

Galera, como a pesquisa revela, a maioria absoluta dos gamers brasileiros tem entre 25 e 54 anos, significando 67,9% desse público. Assim, o gamer brasileiro é adulto, trabalha, possui tempo escasso e grana para gastar.

Infelizmente, hoje o myClub é um produto mal formatado, que não atende ao seu principal perfil de consumidor. Primeiramente, o myClub, hoje em dia, é um modo de jogo feito para quem tem tempo de ficar “farmando”, coletando GPs. Entendam bem, não estou dizendo que os mais jovens, que não trabalham, não devam ser contemplados no PES, apenas estou dizendo que o myClub é muito pouco voltado para quem trabalha, tem pouco tempo e algum dinheiro pra gastar.

Por isso, até mesmo pelo meu caso pessoal, sempre bato na tecla de que a Konami deve criar mais opções para o jogador adulto, como vendendo diretamente legends e outros jogadores top. A Konami precisa evoluir o esquema de microtransações, dado que atualmente você gasta uma fortuna para rodar roletas e tirar jogadores prata. A Konami precisa privilegiar seu maior perfil consumidor, que é o adulto. Poucas pessoas entre 25 e 54 anos tem tempo para ficar horas farmando GP num jogo.

Daí fica a pergunta: será que a atual gerência global de PES gastou uma grana com pesquisas desse tipo, ao redor do mundo, antes de criar o myClub, que já nasceu errado e em desacordo com o mercado consumidor?

Integração mobile & console

Como podemos ver, a plataforma mobile é a mais utilizada. Atualmente, a Konami tem excelentes jogos para essa plataforma, como o PES Mobile e o PES Club Manager; mas isso não basta. A Konami, como eu já disse aqui anteriormente, precisa criar um aplicativo para mobile que me permita gerir o meu time no myclub, jogar partidas SIM, cuidar do meu time quando eu estiver preso no trânsito, esperando uma consulta e etc. Isso seria um meio de atrair e imergir ainda mais o gamer adulto dentro da franquia PES.

Rolaram rumores de que isso poderá ocorrer em PES 2019, mas eu só acredito vendo!

 

Pro Evolution Soccer nas plataformas

Como pudemos ver na pesquisa, a maioria das residências do Brasil ainda possuem consoles oldgen. Obviamente, sabemos, também, que o nosso país é o maior mercado consumidor de PES no mundo. Entretanto, continuar lançando o PES oldgen, por causa aqui do Brasil, estava matando a franquia: PES estava sendo mais um jogo de PS3 do que de PS4, parecia mais oldgen do que newgen, isso é fato.

Assim, PES irá ter uma queda de vendas aqui no Brasil, isso é inevitável… Mas esse efeito tende a ser minimizado nas próximas versões, quando os fãs verem que vale a pena comprar um novo console para jogar o seu jogo de coração, que evoluiu bastante.

Agora, outra coisa que é óbvia, é que a Konami precisa fazer algo pelos fãs de XBox que curtem a franquia PES. Há pouco mais de um mês, a Konami foi até Boston para uma reunião com a Microsoft, a fim de resolver a questão dos option files no XBox One.

Amigos, sou testemunha de que a Konami se esforçou, mandou um dos seus melhores executivos até lá, a fim de saírem com uma solução nas mãos, mas não deu certo. O file sharing não vai ser liberado para o PES, pois a Microsoft não quer correr o risco de sofrer processos por violações de direitos autorais.

Mas o que a Konami poderia fazer para a galera do XBox One não precisar ficar editando os nomes dos jogadores e times dos uniformes? Bem, isso é algo que é difícil burlar, mas tem muita gente que ganha bem lá pelo Japão e que precisa encontrar um meio para isso. Hoje, não vejo motivação para o fã de XBox One não ficar apenas com o PES 2018 Free, em vez de comprar o jogo full.

Jogo online x offline

Ainda citando a pesquisa, 47,2% dos gamers são antenados nos eSports e, consequentemente, são jogadores mais voltados para os modos online. E a outra metade, mais offline, é representada na franquia PES? Obviamente que não.

Nos últimos 5 anos, desde o PES 2013, os modos de jogo offline da franquia foram abandonados. A Master League, o Rumo ao estrelato, o modo UCL, todos eles só pioraram do PES 2013 até o PES 2018, simbolizando o fiasco total da Konami nesse quesito.

Entretanto, a pesquisa mostra que a Konami vem acertando com a PES League. O que pode ser feito para melhorar? Inserir esse gamer brasileiro mais ainda nesse cenário, com três medidas simples (matéria completa aqui)

  • Explicar para os jogadores o que é a PES League, e explicar como ela funciona;
  • Fazer tutoriais com os Pro Players;
  • Criar um aplicativo da PES League, com informações como regulamento do torneio, estatísticas de cada pro player, histórico das competições anteriores, estatísticas da partida… e também organizar as transmissões da PES League, além de organizar esses vídeos!

Tudo tem solução, quando temos mentes pensantes, né? Quando nos fechamos no nosso mundinho, escutando apenas aos baba ovos, aí fica difícil.

 

Conclusão

Depois disso tudo, podemos ver claramente os motivos principais do PES ter perdido tantas vendas para o FIFA. A Konami resolveu focar no myClub, um modo online e com microtransações, e abandonou os modos offline.

Ao focar no myClub, fez iso da pior forma possível:

  • Não balanceou o modo de jogo de acordo com o perfil do gamer, que é adulto, com grana, mas com pouco tempo;
  • Não criou mecanismos que realmente funcionem para deter os trapaceadores, derrubadores e laggers,

Além disso, abandonou totalmente os modos offline, a Master League e BAL, que são os modos que mais se adequam a 52,8% dos gamers, que não são antenados com o cenário online.

Resumindo: a EA não precisou fazer nada demais para superar a Konami, apenas copiou o PES, coisa que os próprios japoneses não foram capazes de fazer.

PES só não morreu por causa da incapacidade da EA fazer um jogo decente em termos de jogabilidade e gráficos.

Um abraço a todos e não esqueçam,  PES é #OPoderDoFutebol

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Edu Suliano

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